Durante a abertura do Google I/O 2013, a gigante de buscas anunciou oficialmente dois formatos multimídia para a web: o WebP (formato de imagem) e o V9 (codec de vídeo). Ambos não focam exatamente em qualidade, mas sim em algo muito mais crítico na internet atualmente: o tamanho de arquivo. No Brasil, onde temos uma banda larga de péssima qualidade e um 4G quase tão bom quanto o 3G internacional, só temos a ganhar com a novidade, e hoje vamos conhecer um pouco mais de cada um desses formatos.
WebP
Ao estilo JPEG, o WebP (pronuncia-se "weppy") trabalha com compressão de imagens com e sem perdas, dependendo da qualidade final esperada. O Google começou a trabalhar nesse formato após comprar a On2 Technologies, que é na verdade um formato muito semelhante ao utilizado na codificação VP8 para vídeos, irmã mais velha do VP9 que veremos mais adiante.
O ponto forte do WebP é conseguir taxas de compressão maiores do que o JPEG sem necessariamente degradar a qualidade da imagem, suportando transparências (alpha channel, como o PNG) e animações (como o GIF, só que com 24 bits em vez de 8 bits), em arquivos de até 16384x16384 pixels. Ainda assim, o tamanho do documento final é menor quando comparado a um arquivo PNG (algo impressionante, considerando os bits adicionais da camada de transparência.
É importante lembrar que o WebP não foi desenvolvido para quem trabalha com imagens em altíssima resolução, mas sim para diminuir o tráfego de dados ao carregar páginas da web. Padrões de web são difíceis de mudar da noite para o dia e, se o novo formato vingar, veremos ele ser implementado aos poucos lado a lado com o JPEG, formato padrão atualmente.
Suporte atual do WebP:
- Navegadores: Google Chrome e Opera (nativamente), Internet Explorer, Safari, Firefox e outros via javascript
- Editores de imagens: Picasa (3.9), Gimp (2.6 via plugin e 2.8 nativamente), Adobe Photoshop (CS5 em diante) e outros
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VP9
Sendo uma evolução do VP8 (sério??), o VP9 utiliza codec de vídeo que utiliza o OPUS como codec de áudio e é capaz de trazer dois grandes benefícios para o usuário: um consumo consideravelmente menor de banda de internet e um menor espaço em disco. O foco desse novo formato é concorrer diretamente com o atual H.264, que possui altíssima qualidade, mas consome quase o dobro de banda e necessita de pagamento de licença (royalty) para a MPEG LA.
O VP8 foi lançado há pouco tempo e seria o concorrente do H.264, mas o formato não foi para frente. Ele não é suportado pelo Internet Explorer e Safari (o Chrome é o único que suporta os dois) e sofreu uma enorme pressão da MPEG LA, que convocou empresas a dizerem que possuíam patentes de partes do VP8 (algo parecido com a guerra de patentes entre Apple e Samsung atualmente). O VP9 tem um desafio ainda maior: brigar com o H.265, evolução do H.264 em qualidade e tamanho de arquivo.
Atualmente, somente o Google Chrome suporta o VP9, algo que pode mudar se a gigante de buscas utilizar o formato em seus vídeos no Youtube. Isso certamente obrigará outros fabricantes a adotarem o padrão.
Saiba mais: Quais as diferenças entre JPG, GIF, PNG, EXIF e outros formatos de imagem?
via Canaltech - Últimas de Pedro Cipoli http://canaltech.com.br/http://www.canaltech.com.br/o-que-e/google/Conheca-mais-sobre-o-VP9-e-WebP-anunciados-no-Google-IO-2013/
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