Quando uma empresa americana passa a oferecer ações na bolsa de valores ela precisa liberar uma série de dados publicamente, para provar que é uma empresa que vale a pena investir. O Facebook está passando por esse processo há alguns meses e ontem a rede social enviou novos documentos contendo dados interessantes. Um desses documentos revela a estimativa de perfis “falsos” da rede social: mais de 83 milhões, dos 955 milhões de usuários cadastrados.
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Segundo o documento, disponível aqui, há uma divisão interna do que eles consideram como um perfil “falso”: duplicados (ou de pessoas que não existem), mal categorizados ou “indesejáveis”. Os perfis duplicados são contas criadas por usuários que já têm um perfil principal mas usam um segundo, por algum motivo, e a estimativa é de que esses representem 4,8% do total. Os perfis mal categorizados, que são 2,4% do total, são contas criadas para empresas ou animais de estimação – essas seriam melhor categorizadas como páginas. Já os perfis indesejáveis, 1,5% do total, são contas que quebram os termos de serviço, usadas, por exemplo, para enviar spam.
Liberar esses dados foi necessário porque o Facebook vende publicidade para se sustentar como empresa. E uma empresa com esse modelo de negócios tem que mostrar que conhece bem os usuários para quem está vendendo essa publicidade, o que inclui descobrir a porcentagem de contas falsas na rede.
Ainda no documento, a rede social afirma que as pesquisas internas dizem que a maioria dos perfis falsos está localizado em países em desenvolvimento, como Indonésia e Turquia. Eu estou interessado em saber qual a participação do Brasil nessa porcentagem. Vou até sugerir que eles incluam perfis de casais nas próximas pesquisas.
Com informações: BBC News.
Facebook revela que tem 83 milhões de perfis falsos
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